sexta-feira, 29 de maio de 2015

Este na reportagem o banco Safra contratou para investigar ex-clientes em Campinas S.P



"TIROS NAS COSTAS E NA CABEÇA"
(palavras do Delegado conforme vídeo abaixo)
ESTE É O PERFIL DO CAPANGA CONTRATADO PELO BANCO SAFRA PARA INVESTIGAR SEUS CLIENTES.


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VEJA ABAIXO
ESSE MESMO JEFERSON, AGORA CONTRATADO PELO BANCO SAFRA

PARA ATERRORIZAR OS EX-CLIENTES EM CAMPINAS S.P




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G1. Globo.com 1/11/2017

Banco Safra faz acordo e paga US$ 10 milhões por ter movimentado dinheiro desviado por Maluf

Banco assinou acordo com MP para não sofrer ação judicial devido a movimentação de recursos desviados de obras públicas na Prefeitura de SP.

Paulo Maluf foi Prefeito de São Paulo em duas ocasiões (Foto: Will Soares/G1)

https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/banco-safra-faz-acordo-com-mp-e-paga-r-10-milhoes-por-ter-movimentado-dinheiro-de-maluf.ghtml 

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OPERAÇÃO COM AS MAQUINAS DE CARTÃO DE CRÉDITO!  VIROU CASO DE POLICIA



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EXECUTIVO DO SAFRA É DENUNCIADO


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Declaração Publica em Cartório
                   A FRAUDE DO BANCO SAFRA, GERENTE CONTA TUDO!! 
            DECLARAÇÃO PÚBLICA, 4° TABELIÃO DE NOTAS DE CAMPINAS S.P




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BANCO SAFRA CONTRATA CAPANGAS PARA PERSEGUIR E CAUSAR PÂNICO EM FAMILIARES QUE DISCUTEM JUDICIALMENTE CONTRATOS BANCARIOS.
-172 MUNIÇÕES CALIBRE 380,
- UM PAR DE ALGEMAS
-UMA FACA
-E BARRA DE FERRO.

http://www.bancobom.com.br/2013/08/banco-safra-contrata-capangas-para.html

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15 agosto 2017                     MAIS UMA VITÓRIA
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL
PROPOSTA PELO BANCO SAFRA EM 2015 ESTA AÇÃO CONTRA OS BLOGS SAFRAUDE E SAFRADOS, CORRIA EM SEGREDO DE JUSTIÇA E AGORA SEGUE A SUA SENTENÇA.

"A utilização do nome do autor acrescida de expressões depreciativas ("Safraude", "Safrados", entre outras), as quais se relacionam ao próprio comportamento desleal adotado pelo autor , nao ultrapassam a liberdade de expressar o inconformismo sentido por parte dos requeridos que, conforme se aufere do depoimento da ex gerente do autor, contratavam com o banco autor baseado na boa-fé e confiança que detinham na empresa, o que restou evidenciado quando assinou contratos em branco." fls 690



















ATÉ TU, LULA?





TESTEMUNHAS FORAM OUVIDAS NA DENUNCIA DO MP CONTRA   Sebastião Jesus Garozzo, funcionário do Banco Safra
EM BREVE DISPONIBILIZAREMOS A MÍDIA COM A GRAVAÇÃO




 


Crime de Difamação promovida pelo Banco safra contra nós seus clientes, motivo o blog. Foi retirado o segredo de justiça!
"OS RÉUS DEVEM SER ABSOLVIDOS   SUMARIAMENTE"12/12/2016

 

Operação Zelotes

Procuradoria denuncia dono do Grupo Safra por negociar propina

"Procuradoria da República no Distrito Federal denunciou o dono do Grupo Safra, Joseph Safra, e o ex-diretor da instituição João Inácio Puga, acusados de negociar R$ 15,3 milhões de propina para dois servidores da Receita atuarem a favor da empresa no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais); a peça, baseada na Operação Zelotes, diz respeito a três ações contra o grupo que envolviam cobranças de multas que somavam R$ 1,8 bilhão, em valores atuais; eles negam irregularidades"

  https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/223296/MP-denuncia-Joseph-Safra-por-negociar-propina.htm

 

 

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ADMINISTRACAO-PUBLICA/508200-COMECA-AUDIENCIA-DA-CPI-DO-CARF.html 

  Funcionário do Banco Safra e mais duas pessoas são indiciados pelos crimes,

 -PORTE ILEGAL DE ARMAS
  -COAÇÃO AO CURSO DO PROCESSO 
acesse aqui,

http://www.bancobom.com.br/2014/12/presentao-inesquecivel-que-o-safra-da.html 





VEJA A CONCLUSÃO DO INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA DA CIDADE DE CAMPINAS S.P.
ESTES SÃO OS OBJETOS QUE O SR. JEFERSON (CONTRATADO PELO BANCO SAFRA S.A) USOU PARA INVESTIGAR A FAMÍLIA GOBBO, (SEUS EX-CLIENTES)










segunda-feira, 4 de maio de 2015

NOS JORNAIS - BANCO SAFRA E FAMILIA GOBBO





Entenda o caso do Safra e dos Gobbo

Quase doze anos de briga separam os negócios da família de lojistas, os questionamentos nos tribunais e perseguição que virou caso de polícia

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2015/03/01/internas_economia,473374/entenda-o-caso-do-safra-e-dos-gobbo.shtml 


postado em 01/03/2015 08:02

Em ofício à Polícia, banco admite que contratou investigador que depois seria preso em flagrante com armas
2003. As lojas Bootco fecham contrato para crédito-fumaça com o Banco Safra. A maioria dos papéis que antecipam as vendas é assinada e entregue em branco à agência. Juros combinados entre 2% e 2,5% ao mês
2005. Desconfiada dos valores pagos a título de juros, a família Gobbo pede ao banco cópia dos contratos. As taxas estavam acima de 4%, por vezes em mais de 5%, segundo os lojistas. Em vez de obter os papéis, a família perde o crédito

2006.
Endividada, os Gobbo rompem com o Safra e ingressam com 11 ações judiciais para questionar as dívidas e obter cópias dos contratos preenchidos. O banco também vai à Justiça contra os lojistas em outras 7 ações
2007. A 3ª Vara Cível de Campinas ordena que o banco exiba os contratos

Setembro de 2008. A ex-gerente do Safra Denise Artem declara em cartório, e depois à 13ª DP de Campinas, que, após a determinação judicial, em fevereiro daquele ano, o banco simulou o preenchimento dos contratos com caneta porosa para enganar a Justiça. A fraude foi feita em relação aos Gobbo e a um posto de gasolina e uma loja de perfumes, que também possuíam contratos em branco. Os valores anotados eram “o dobro” daqueles antes combinados com os clientes

Dezembro de 2008. Na defesa apresentada à 3ª Vara Cível de Campinas, a advogada do Safra Claudina Maria Guh confirma os contratos em branco. “Nestes dias de pós-modernidade, (…) as condições contratadas permanecem num espaço cibernético ou virtual”

Dezembro de 2008. Claudina Guh desqualifica as acusações de Denise, chamando-a de “inimiga” e autora de depoimento “inescrupuloso”. Diz que, se Denise sabia do problema, foi “conivente” com a fraude

Abril de 2011. A perita judicial Marlene Braz Nogueira afirma à Justiça que os Gobbo não são devedores, mas credores do Safra

Maio de 2011. O contador João Peres Peres, do Safra, rebate a perícia e diz à Justiça que o “o banco cobrou taxas de mercado”

Junho de 2011. Os Gobbo passam a publicar no blog ‘Safraude’ documentos e laudos favoráveis a eles, acusando o banco de cometer fraudes. Eles também passam a procurar a imprensa

Maio de 2012. O ex-chefe do Departamento Administrativo da Safra Crédito Imobiliário Renê Roldan afirma em entrevista que o caso dos Gobbo não é o único. Ele diz que entre 1976 e 1986, as prestações em atraso da casa própria eram cobradas em 10%, e não em 1% como previa a lei

Junho de 2012. O chefe da assessoria parlamentar do Banco Central, Davi Falcão, Banco Central, diz a comissão da Câmara dos Deputados que houve “indícios de descumprimento” de normais da instituição porque o Safra fez “contratação sem registro em contrato de informações obrigatórias, admitida neste caso pelo banco”. Mas o BC não pune o Safra por se tratar de “caso isolado”

Setembro de 2012. Deputado Chico Lopes (PCdoB-CE) promete investigar omissão do Banco Central

Novembro de 2012. O Safra contrata escritório de segurança para descobrir quem distribui “panfletos difamatórios” noticiando o blog dos Gobbo. Armado, um detetive particular persegue um funcionário da Bootco e é preso em flagrante pela polícia

Novembro de 2012. Preso, Fiúza disse trabalhar para o banco Safra. Em outro depoimento, disse que as algemas eram usadas por ele porque ele tinha “fetiche sexual”

Dezembro de 2012. Safra entra com queixa-crime por difamação contra os Gobbo por causa do blog e diz que contratou “investigação particular”
Junho de 2013. Primeiras sentenças dão ganho de causa à família Gobbo

Outubro de 2013. Juiz de Campinas Sérgio Araújo Gomes rejeita queixa-crime movida pelo Safra

Dezembro de 2014. O Ministério Público denuncia superintendente do Banco Safra por coação, e a Justiça abre processo criminal contra ele e os detetives
 
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Executivo do Safra vira réu após banco seguir cliente com detetive armado

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2015/03/01/internas_economia,473361/justica-aceita-denuncia-apos-banco-seguir-cliente-com-detetive-armado.shtml 

postado em 01/03/2015 08:00 / atualizado em 28/02/2015 18:00

Justiça aceita denúncia de coação contra superintendente cujo investigador foi preso com munições, faca e algema ao perseguir lojistas que questionam juros




Munições, faca e algemas apreendidos com detetive que perseguia clientes




A Justiça colocou no banco dos réus o superintendente de Segurança do Banco Safra. Ele é acusado de coação ao ter contratado detetive particular para perseguir clientes que têm conseguido reverter nos tribunais cobranças de dívidas baseadas em contratos assinados em branco. O investigador, que já foi indiciado por homicídio, seguiu — armado de revólver, munições, faca e algemas supostamente para “fetiche sexual” — um funcionário de uma loja de calçados em Campinas, no interior de São Paulo, em 2012.

A instituição do banqueiro mais rico do mundo, o bilionário Joseph Safra, enfrenta uma batalha judicial com os proprietários das lojas Bootco. Os desentendimentos já duram doze anos. Eles discutem cobrança sobre juros na antecipação de vendas com cartão de crédito. Na Justiça, os lojistas têm vencido o Safra e obtiveram decisões que os transformam em credores, em vez de devedores do sexto maior banco privado do país.





Reprodução
O juiz Guilherme Di Renzo Marrey, da 2ª Vara Criminal de Campinas, aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo em dezembro passado. O promotor João Carlos de Moraes afirma que Sebastião Jesus Garozzo, superintendente de Segurança do Banco Safra, cometeu crime de coação no curso do processo, assim como o sócio da empresa Unit Consultoria Elias Ricado Alves, empresa contratada pelo banco. O funcionário da Unit Jefferson Fiúza, preso em flagrante com as armas, e que já fora indiciado por homicídio, é acusado de coação e porte ilegal de armas.

De acordo com promotor Moraes, o objetivo de Garozzo foi “espionar e amedrontar mediante perseguições” os ex-clientes, levantar informações negativas contra eles a fim de tentar “forçar acordos judiciais” já que as sentenças estavam prejudicando os negócios do banco. O superintendente de segurança percebeu “os resultados desfavoráveis nas sentenças judiciais”, de acordo com o Ministério Público. Segundo a denúncia assinada em 17 de novembro, o superintendente do Safra ajudou na “grave ameaça” ao pedir que, para essa missão, a Unit “escolhesse e encaminhasse” uma pessoa “com habilidade com armas de fogo e investigação”. Era Fiúza.





 
Os fatos ocorreram em 19 de novembro de 2012, quando Jefferson Fiúza saiu de São Paulo e se dirigiu a Campinas com um motorista. Eles foram detidos pela Polícia Militar depois que um funcionário das lojas Bootco, da família Gobbo, acusou-os de perseguição. Ao abordar Fiúza, os policiais encontraram um arsenal em um de seus carros. Um carregamento revólver calibre 38 com 172 cartuchos íntegros, 500 espoletas para o revólver, uma faca de 25 centímetros, uma barra de ferro de 60 centímetros com uma ponta cortante e um par de algemas, supostamente para uso em “fetiche sexual”, conforme alegaria mais tarde em depoimento à polícia.

Era a segunda vez em menos de seis meses que o dono do arsenal era preso em flagrante. Fiúza tinha sido indiciado em junho de 2012 por duplo homicídio de assaltantes em São Paulo, situação na qual ele alega ter agido em legítima defesa. Não se sabe a conclusão desse inquérito policial. Procurados pelo jornal, o Safra e a Unit preferiram o silêncio.


Fumaça
A briga da família Gobbo com o Safra começou em 2003. As lojas Bootco contrataram o crédito-fumaça do Safra, no qual poderiam antecipar as vendas com cartões de crédito, pagando uma taxa de 2% a 2,5% ao mês. Mas os negócios eram fechados com contratos em branco, considerados irregulares pelo Banco Central. E os juros eram o dobro do combinado, conforme desconfiavam os lojistas e foi confirmado pelo depoimento de uma ex-gerente. As dívidas de mais de R$ 300 mil se multiplicaram, e os empresários foram à Justiça. A quebradeira, as restrições de crédito e os R$ 400 mil gastos com advogados fizeram a empresa baixar de 60 para seis funcionários. “Eu faturava R$ 12 milhões por ano. Só temos uma loja agora e faturamos R$ 1,2 milhões”, contou ao Correio Carlos Augusto Gobbo, o Guto, um dos sócios da família e que cuida das ações judiciais contra o Safra.

É ele quem alimenta um blog que incomoda o banco. Em janeiro de 2012, a Unit havia sido contratada pelo Safra para descobrir quem distribuía “panfletos difamatórios” contra a instituição financeira. Os papéis mencionavam o blog, que retrata documentos e reportagem sobre a batalha judicial dos empresários contra a corporação de Joseph Safra. De acordo com as alegações do representante à 13ª DP de Campinas César Eduardo Beliomini, o Safra é “vítima de campanha difamatória” com o arremesso de panfletos em frente às agência e que aUnit foi contratada para descobrir o autor da panfletagem. Guto Gobbo diz que não fez e nem distribuiu os panfletos. “O banco empreendeu investigação particular por meio da empresa Unit”, admitiu Beliomini, em queixa-crime rejeitada pela Justiça e apresentada poucos dias depois da prisão de Fiúza, em dezembro de 2012. No documento, ele diz que o detetive preso descobriu que um funcionário das lojas Bootco arremessava os papéis – à polícia, o funcionário negou.

Em silêncio
Em nenhum momento, o Safra explica porque mandou um investigador particular armado seguir seus clientes. A assessoria do Safra disse ao jornal que não comentaria o caso porque ele é discutido na Justiça. A Unit também optou pelo silêncio. “Não fomos notificados e não temos conhecimento dos fatos”, chegou a alegar a empresa, em nota ao jornal. A reportagem não localizou Jefferson Fiúza, da Unit.

Para Guto, a situação pela qual sua família passa é reveladora de como age o mercado financeiro no país. “Além das mazelas da política em nosso país, o sistema financeiro também é predador”, avalia ele. “Estas ações comprovam como o Safra trata os seus clientes”, diz Guto. “É quase que impossível reunir estas provas que conseguimos demonstrando que eles nos roubaram e que, conforme a declaração da ex-gerente do banco, eles faziam com a maioria de seus clientes.”



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Justiça dá parecer favorável a rede calçadista


http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2015/03/10/internas_economia,625832/parecer-favoravel-a-rede-calcadista.shtml

postado em 10/03/2015 06:00 / atualizado em 10/03/2015 07:14

 Decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) favorece uma família paulista de ex-comerciantes numa luta que já dura oito anos contra o Banco Safra, em razão da cobrança de juros acima do pactuado em operações de antecipação de vendas com cartões de crédito. Ao condenar, no fim do ano passado, a prática de juros compostos – aqueles encargos somados ao capital para o cálculo de novas taxas nos meses seguintes –, o STJ fortaleceu a tese dos Gobbo, de Campinas, no interior de São Paulo, que atribuem ao descumprimento dos contratos e à gestão ilegal deles pela instituição financeira o fechamento da rede varejista de calçados Bootco. De credoras as lojas se transformaram em grande devedoras, depois de mais de 3 mil contratos terem sido alterados, incorporando juros de 5,2% mensais, ante 1,9% acordados.Por meio de sua assessoria de imprensa, o Banco Safra informou não comentar processos que aguardam decisões judiciais. Augusto Gobbo conta que a rede contratou, no começo dos anos 2000, uma operação conhecida como ‘operação fumaça’, que antecipava os valores das vendas a prazo feitas com cartão de crédito, a um custo pactuado com a gerência de Campinas do banco de 1,9% ao mês. Com os recursos, os ex-comerciantes passariam a comprar à vista dos fornecedores com desconto de 5% a 6% anuais. Na base da confiança, os documentos eram entregues pelo Banco Safra a um dos sócios da Bootco com dados sobre a razão social da empresa, valor a ser antecipado e percentual da taxa negociada preenchidos a lápis num canto superior dos documentos. “Depois de quatro anos, começou a faltar dinheiro no nosso caixa. No lugar da antecipação de valores, começamos a fazer empréstimos com o banco. Contratamos, então um perito, que descobriu a diferença entre os juros efetivamente cobrados e aqueles que haviam sido pactuados”, afirma o ex-comerciante.

A representação judicial contra o Banco Safra foi feita em 2006. Augusto Gobbo afirma que em 2008 denunciou os contratos ao Banco Central, que classificou de procedente a reclamação. Das 12 lojas que a rede chegou a ter, empregando 80 pessoas, a última fechou as portas em 2014. “Faturávamos R$ 12 milhões por ano, mas as dívidas se multiplicaram e começamos a enfrentar restrições de crédito, inviabilizando o negócio”, afirma Gobbo. O confronto judicial incorporou episódios de ameça e perseguição denunciados por Gobbo em 2012. A Justiça de São Paulo acatou denúncia de coação contra um funcionário do banco, que teria contratado detetive particular para perseguir, armado, funcionário da rede Bootco.
Representante da família nos 11 processos em andamento que questionam o Banco Safra, Carlos Augusto Gobbo comemorou a vitória parcial, mas sabe que o caminho judicial ainda será longo. No entanto, considera o caso da rede que sucumbiu à condição de devedora da instituição financeira um exemplo de alerta para pequenas empresas decididas a buscar recursos no mercado financeiro. Na batalha judicial, contada num blog, os Gobbo tentam comprovar ter havido fraude, devido ao uso pelo banco de contratos em branco, que mais tarde o Banco Central considerou irregulares.
postado em 10/03/2015 06:00 atualizado em 10/03/2015 07:14
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 BATALHA

Davi e Golias em versão campineira


11/06/2013 - 08h43 | Adriana Leite
aleite@rac.com.br
Carlos Augusto Gobbo: segundo ele, banco alterou o valor dos juros de 1,9% para 5,2% sem sequer avisa

Nome tradicional no comércio de Campinas, a família Gobbo venceu no final de maio uma batalha judicial contra o Grupo Safra após sete anos de disputa, com direito até a boletim de ocorrência por ameaça.

Liderado por um dos empresários mais ricos do País, Joseph Safra, o banco foi denunciado pela Mocamp Calçados Ltda, pertencente aos campineiros, por fraudar contratos em branco e elevar taxas de juros em operações de antecipação de recursos com vendas no cartão de crédito.

A instituição financeira foi condenada em primeira instância a abater ao menos R$ 65 mil de uma dívida de R$ 92 mil que os comerciantes teriam com o banco. O desconto é o valor a maior pago com a aplicação de taxas e encargos que não foram acordados entre cliente e banco.

O juiz da 2 Vara Cível, Fábio Henrique Prado de Toledo, considerou a cobrança abusiva. Mas esta é apenas a ponta do iceberg - além desse processo, a família Gobbo tem outras dez ações tramitando no Poder Judiciário contra o banco. Os campineiros querem provar que houve má-fé do banco em todas as cobranças feitas.

O empresário Carlos Augusto Gobbo afirmou que os cálculos de um perito particular contratado pelo grupo mostrou que o banco terá que devolver dinheiro.

“Nós sempre fazíamos a antecipação do dinheiro do cartão de crédito com o banco.Havia um contrato padrão que nós assinávamos para esta operação e tínhamos um acordo com taxa de 1,9% ao mês. Como era uma operação comum, o Safra enviava o documento com espaços em branco porque as condições já estavam estabelecidas”, contou.

A antecipação do crédito era executada pelas sete empresas do grupo familiar com o Safra.
“Então percebemos que nossa dívida com o banco começou a aumentar muito, e decidi tirar cópias de todos os contratos. Começamos a questionar a instituição e descobrimos que os contratos foram preenchidos pela gerência de São Paulo com condições totalmente diferentes das que acertamos com a gerente da agência em Campinas. A taxa chegava a 5,2% ao mês, quando o acordado aqui era de 1,9%. Quando a gerente de Campinas descobriu, ela mesma tomou a iniciativa de registrar em cartório que os contratos foram assinados em branco e que as condições do crédito foram modificados em São Paulo”, contou.

Gobbo disse que a partir dessa constatação ele fez uma denúncia junto ao Banco Central, que, segundo o empresário, nada fez. “Só depois de acionarmos dois deputados federais é que o Banco Central enviou uma reposta - dizendo que não poderia fazer nada. As empresas e a família tiveram seus nomes inseridos em serviços de proteção ao crédito e ficamos sem conseguir financiamentos. Fomos forçados a vender as empresas”, afirmou.

O empresário disse que a dívida, de acordo com os cálculos do Safra, ultrapassava R$ 400 mil. Indignado, criou um site (www.safraude.com.br) para detalhar o caso.

“A pressão é muito forte. Houve até mesmo um episódio em que minha família foi acuada. Colocaram dois homens para nos seguir. Tivemos que registrar boletim de ocorrência. O poder dos grandes grupos econômicos do Brasil é muito grande. Mas o Safra agiu de má-fé com as nossas empresas e a nossa família”, disse.

Sentença 
Na audiência do dia 28 de maio, uma testemunha confirmou que os contratos foram assinados em branco pelos Gobbo.

O juiz Toledo declarou que é “indevida a capitalização mensal dos juros aplicada na cédula de crédito bancário que é objeto da ação de execução nos autos; indevida a importância de R$ 60.735,08, decorrente da aplicação de taxa de juros abusiva sobre os contratos; o réu (Safra) também deveria restituir em dobro as tarifas aplicadas a cada contrato havido entre as partes no que exceder a R$ 7,00 para cada um”.

O magistrado definiu ainda que o valor referente aos juros abusivos “deverá ser corrigido monetariamente desde 4 de junho de 2006”. De acordo com ele, “os valores das tarifas pagos a maior, cuja devolução em dobro é determinada na sentença, deverão ser corrigidos monetariamente desde cada pagamento”.
Toledo também determinou que “todos os valores serão acrescidos de juros de mora de 1% ao mês, contados desde a citação na ação principal”. Cabe recurso da decisão.

Procon
A diretora do Procon-Campinas, Lúcia Helena Magalhães, afirmou que o órgão também recebeu a denúncia do empresário sobre os contratos em branco.

“Abrimos uma investigação preliminar para checar essa prática no mercado e inquirimos sete bancos. Todos mandaram a mesma resposta padrão, informando que as informações configurariam quebra de sigilo financeiro. Mas em nenhum momento solicitamos dados que quebrassem o sigilo de nenhum cliente”, disse.

Ela informou que a análise por parte do órgão continua. “Se a prática for constatada, a instituição poderá ser multada e poderemos encaminhar uma denúncia ao Ministério Público”, comentou.

O Banco Safra informou, por nota, que não se manifesta sobre questões “sub judice”. A reportagem encaminhou e-mail para o Banco Central, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.


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Banco tenta incriminar cliente, mas Justiça nega

 

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/banco-tenta-incriminar-cliente-mas-justica-nega/


por Eduardo Militão | 27/10/2013 08:06

Depois de anos de uma batalha judicial cível mas que recentemente descambou para caso de polícia, o Banco Safra entrou com uma queixa-crime contra a família de lojistas que os acusam de fraudar contratos para cobrar juros dobrados além do combinado. Os advogados do banco que pertence ao segundo homem mais rico do Brasil, Joseph Safra, pediram à Justiça que processasse os comerciantes das lojas Bootco, em Campinas (SP) pelo crime de difamação, já que publicam em seus blogs e redes sociais notícias e documentos relatando o conflito.
Mas a Justiça negou o pedido do banco. Em decisão da Justiça Estadual de Campinas, o juiz Sérgio Araújo Gomes afirmou que a denúncia não fazia sentido. Um dos motivos era que os fatos narrados pelos blogs estavam baseados em documentos do Banco Central, nos quais o Safra admitia ter feito contratos em branco, ao contrário do que determina a lei. De acordo com a família Gobbo, das lojas Bootco, com esses contratos em branco, os juros eram dobrados. Eles se baseiam ainda em informação prestada pela ex-gerente Denise Artem Ataíde.
Segundo Sérgio Gomes, “as controvertidas práticas fraudulentas” do Safra constam de documento do Banco Central, para quem o banco admitiu preencher contratos em branco. O juiz ainda listou como fato que mostra a inexistência de difamação as condenações cíveis em que o Safra é obrigado a devolver valores cobrados a mais da família Gobbo. E, por fim, relata o depoimento de Denise Artem perante as autoridades. “No mesmo documento, essa bancária relatou a discrepância  entre as taxas pactuadas (‘o dobro’) e aquelas lançadas em contratos”, afirmou o juiz.
No início do ano a Revista Congresso em Foco, mostrou que o Safra contratou um detetive particular para fazer uma investigação contra os lojistas da Bootco. Mas o investigador foi procurar os lojistas de posse de um veículo com armas, munições e faca e barra de ferro. Acabou preso em flagrante em novembro de 2011, mas foi solto após pagar fiança. O Safra suspeitava que a família Gobbo estava lançando panfletos com críticas à instituição em frente a agências de São Paulo e do interior do estado. Em entrevista, Carlos Augusto Gobbo, negou a acusação.
Fora da realidade
Na queixa-crime apresentada pelo Safra oito meses após a prisão do seu detetive, o banco não menciona o uso de armas no caso dos panfletos considerados “difamatórios”. A peça porém, menciona a distribuição dos “panfletos difamatórios” e a existência de “outras investigações em trâmite”, com o objetivo de “apurar outros envolvidos, bem como a prática de outros ilícitos”.
Procurado pelo Congresso em Foco inúmeras vezes para se manifestar, o Banco Safra tem preferido não se pronunciar sobre o assunto. Entretanto, na queixa-crime apresentada à Justiça, os advogados condenam palavras negativas atribuídas ao banco pelo blog do Gobbo. “(…) ‘fraude’, ‘safados’, ‘farsa’, ‘roubos’, ‘furtos’ e ‘negócios estranhos’ (…) não condizem com a realidade”, dizem os defensores do Safra. Para evitar a publicidade da queixa-crime, os advogados pediram que o juiz proibisse Guto e seus familiares de divulgarem em seus blogs e redes sociais a demanda do banco. O juiz negou essa possibilidade de sigilo judicial.

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Lojistas acusam Banco Safra de aplicar golpe

 

 http://m.congressoemfoco.uol.com.br/noticias/lojistas-acusam-banco-safra-de-aplicar-golpe/


por Eduardo Militão   Publicado em 09/04/2012 07:00
 


Confusão está exposta em 18 processos judiciais que tramitam no Fórum de Campinas
Um processo judicial de mais de 3.500 páginas no Fórum de Campinas (SP) e que se arrasta há seis anos traz uma grave acusação: a de que o banco dirigido pelo segundo homem mais rico do Brasil aplicou um golpe contra uma família de lojistas da cidade. Empréstimos que antecipavam vendas feitas no cartão de crédito pela loja eram baseados em contratos assinados em branco. Depois, por ordem da Justiça, como depôs uma ex-gerente da instituição financeira, os documentos foram assinados com data retroativa. A surpresa vinha aí: as taxas cobradas eram o dobro do valor combinado com o cliente, segundo a acusação.
Laudo pericial entregue à Justiça aponta que, de devedora, a família de lojistas na verdade é credora do Banco Safra, de propriedade do banqueiro Joseph Safra, cuja fortuna é estimada em US$ 13,8 bilhões, atrás apenas do empresário de energia Eike Batista, com US$ 30 bilhões, segundo a revista Forbes.

Procurada pelo Congresso em Foco, a instituição financeira preferiu o silêncio. Mas, em defesa apresentada à 3ª Vara Cível de Campinas, o banco disse que o fato de existirem contratos em brancos, preenchidos só depois e com taxas de juros diferentes, não torna nulos os documentos. “Nestes dias de pós-modernidade, (…) as condições contratadas permanecem num espaço cibernético ou virtual”, afirma o Safra à Justiça. Na defesa, o banco disse que só depois de as condições serem acertadas com o cliente é que o consumidor descobre as taxas “efetivamente praticadas”.
A Federação Nacional de Bancos (Febraban) afirmou ao site que eventuais golpes cometidos pelas próprias instituições financeiras não são a prática do mercado bancário.
A confusão está exposta em 18 processos judiciais que tramitam no Fórum de Campinas, entre ações de execução, de busca e apreensão de bens e de revisão de contratos, movidos pelo banco e pela família Gobbo, de tradicionais lojistas da região. Um inquérito policial chegou a ser aberto, mas a investigação foi arquivada.
70 anos no mercado
A história começa por volta de 2003 e envolve as lojas de calçados Bootco, que pertencem à família Gobbo. Eles atuam no mercado há 70 anos e têm sete lojas, que depois se tornaram franquias. O principal sócio, o empresário Carlos Gobbo, preside o Sindicato dos Lojistas do Comércio de Campinas e Região. Seu filho Carlos Augusto Gobbo, o Guto, cuida do design dos sapatos e, agora, dos processos judiciais que ajudam a contar o problema.
Ele disse ao Congresso em Foco que a então gerente do banco Safra da agência do bairro Cambuí, Marilene Celani Spadaccia, procurou a rede de lojas oferecendo um empréstimo interessante e comum no sistema financeiro, o “crédito fumaça”. Toda vez que um cliente comprasse sapatos com cartão de crédito de maneira parcelada, a Bootco não precisaria esperar a administradora de cartões depositar cada prestação paga pelo consumidor. Os empresários poderiam antecipar a venda com banco, pagando uma taxa que girava entre 2% e 2,5% ao mês.
Papel em branco
No início, tudo era transparente e por escrito. “As taxas negociadas tinham os contratos devolvidos assinados. Depois de alguns meses, a coisa começou virar”, afirmou Guto, em entrevista. Com o grande volume de vendas de todas as lojas, a sistemática mudou. O banco entregava um formulário com os pedidos de empréstimo à loja, anotando a lápis, na parte de cima do documento, o valor e a taxa de juros a ser cobrada. Os lojistas assinavam o papel em branco e entregavam ao Safra “na confiança que tinham” nas gerentes Marilene Spadaccia e Denise Artem, conforme escritura declaratória da própria Denise, que integra um inquérito policial. O correto seria que, de tempos em tempos, voltassem com os contratos preenchidos e assinados pelo banco, mas isso não aconteceu mais.
O próprio Safra admite. A papelada era assinada em branco pelo cliente, mas os contratos não voltavam assinados e com os valores cobrados, para conferência. Pior, as taxas variavam, fugindo do combinado. “É possível que tenham ocorrido variações nas taxas de juros combinadas, porém, essas variações podem ocorrer tanto para mais quanto para menos”, atestou ao 13º Distrito Policial de Campinas a então gerente da agência do Safra, Marilene. Hoje fora do banco, a gerente não quis conversar com Congresso em Foco e desligou o telefone abruptamente quando soube do assunto da entrevista.
Taxas dobradas
O motivo da sonegação da papelada, afirmou Guto, eram as elevações das taxas de juros, mais que o dobro dos 2,5% acertados. “Tem contrato que tem até 5,29%. Sempre foi mais do que 4%”, afirmou ele. Não havia como reclamar porque não havia contratos preenchidos. De acordo com Guto, quando começava a exigir a documentação de volta, a empresa passava a sofrer represálias, como a negativa de crédito, o que atrapalhava o caixa da rede de lojas. Sem o dinheiro da antecipação, o Safra oferecia outras modalidades de empréstimo, ainda mais caras como a conta-garantia, uma espécie de cheque especial.
Em determinado momento, contou Guto, a empresa se viu endividada de tal forma que os sócios estavam com os nomes sujos, com pedidos de busca e apreensão de bens. Resultado: os empresários tiveram de mudar de ramo. As lojas deixaram de pertencer à família Gobbo e foi aberta uma rede franquias com a marca Bootco.

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Taxas eram o dobro do combinado, diz ex-gerente do banco

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/taxas-eram-o-dobro-do-combinado-diz-ex-gerente-do-banco/ 


Com um primeiro processo aberto em 2006 na 3ª Vara Cível de Campinas, a empresa da família Gobbo conseguiu, dois anos depois, que o banco finalmente devolvesse os contratos antes assinados em branco. Por força de uma ordem judicial, a instituição entregou tudo para que a perícia judicial fizesse seu trabalho de auditoria e o juiz determinasse quem está certo e quem está errado nessa história.
Aí entra o depoimento da gerente Denise Artem Ataíde, que, assim como a ex-gerente Marilene Spadaccia, também cuidava da conta da família Gobbo. Ela disse à polícia que, em fevereiro de 2008, depois da determinação da Justiça, chegaram caixas com contratos de vários clientes, incluindo os do grupo campineiro. Cada contrato tinha um “espelho” com o valor e a taxa de juros a ser cobrada. Mas o “preço” cobrado pelo dinheiro emprestado era maior do que o acertado com a clientela a lápis. “As taxas mencionadas no mencionado espelho eram o dobro do tratado com o cliente”, contou Denise.
A ex-gerente disse às autoridades que Marilene determinou que um funcionário separasse a papelada das lojas Bootco. O cuidado com o trabalho recebido fez um empregado fazer piada da situação. “Foi ironizada pelo senhor Cristiano a compra de mais dez canetas de tinta preta e de ponta porosa, específica para preenchimento de contratos fora do período de assinatura”, continuou Denise. Depois, a papelada foi encaminhada ao setor jurídico do Safra.
De devedores a credores
Nas mãos da Justiça, os documentos embasaram a perícia determinada pelo juiz Ricardo Hoffman, da 3ª Vara Cível. Ao concluir sua auditoria em duas ocasiões, a economista Marlene Braz Pinto Nogueira analisou a conta corrente, a conta-garantia e os empréstimos de cartões da BGD Calçados, que integra a rede de lojas dos Gobbo. De acordo com ela, a empresa não deve nada ao Banco Safra. Ao contrário, seria credora de até R$ 311 mil utilizando-se índices do Tribunal de Justiça de São Paulo, em valores de abril de 2011. Em duas simulações mais conservadoras, ou a dívida seria zero ou ainda haveria R$ 93 mil a serem pagos aos lojistas.
Os assistentes técnicos contratados pelo Banco Safra contestaram as taxas de juros utilizadas pela perita judicial para recalcular a dívida. Mas ela insistiu em seu trabalho, alegando que utilizou os índices referentes a empresas, que são menores, e não a pessoas físicas, que são mais caros. “A perícia ratifica integralmente o laudo pericial, complementando-o com respostas aos quesitos da parte autora”, disse à Justiça Marlene Nogueira.
Para o perito contratado pelo Safra, as conclusões de Marlene são “mero exercício matemático” sem base nos contratos e que não representam as práticas do mercado financeiro. “Ficou evidenciado que o banco cobrou taxas de mercado”, disse o contador João Peres Peres, em parecer datado de 26 de maio de 2011.

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